Em Madri, aluguel de bicicletas elétricas

A capital da Espanha, Madri, finalmente lançou um sistema de aluguel de bicicletas – e com várias diferenças em relação aos de outras cidades européias. Para começar, todas as bikes do BiciMad são elétricas, com autonomia de 70 km. A recarga é feita nas próprias estações (são 123 no lançamento). Outra característica incomum é que não existe período de uso grátis; a cobrança se dá a partir do momento em que a bicicleta é retirada.

São duas tabelas de preços. Na assinatura anual (25 €), a primeira meia hora custa 0,50 €, e a segunda, 0,60. No caso do cartão avulso, a primeira hora cheia custa 2 €, e a segunda, 4 €. Um aspecto interessante é que, nas duas tabelas, há um desconto de 0,10 € para retiradas em estações com muitas bicicletas disponíveis ou devolução em estações com poucas unidades. O empréstimo não pode ultrapassar duas horas – a multa é de 4 €.

Em Paris, bicicleta pública para criança também

O famoso sistema de aluguel de bicicletas de Paris, o Velib’, agora também atende crianças de 2 a 8 anos. No P’tit Velib’, são quatro modelos disponíveis, em cinco estações (sete a partir deste mês).

Os preços, um pouco salgados, vão de 4 euros por hora a 15 euros por dia.

(O passe diário do Velib’ comum custa 1,70, o que permite rodar sem custo adicional até 30 minutos por viagem, com uma nova viagem liberada depois de 5 minutos.)

A liberação feminina pela bicicleta

No Afeganistão, a equipe nacional de ciclismo feminino treina ignorando os olhares e provocações de homens, numa prática impensável para gerações anteriores.

Veja a matéria, em inglês, do jornal paquistanês Dawn.com.

Ciclista no meio da faixa

Enquanto cidades insistem em vender a ideia de que os ciclistas devem se contentar em usar ciclovias, campanhas aqui e ali não só reconhecem a rua como lugar natural das bicicletas, como sugere que se situem no meio da faixa. E a justificativa, que não poderia ser mais óbvia, é uma só: segurança.

O destaque mais recente é a campanha “Compartilhe a rua”, do Detran-ES, mas a Prefeitura de São Paulo já tinha divulgado a mesma mensagem no ano passado. Que venham outras.

Zero morte

O programa de aluguel de bicicletas de Nova York (Citi Bike) completou um ano nesta semana com 8,75 milhões de deslocamentos e 23,6 milhões de quilômetros rodados. Números extraoficiais indicam ainda que, no período, houve cerca de 100 acidentes, com 25 pessoas removidas para hospitais e zero morte.

Para usar o Citi Bike, é preciso pagar uma taxa anual de US$ 95 (cerca de R$ 210), o que dá direito a empréstimos de 45 minutos sem custo adicional. A primeira meia hora além disso custa US$ 2,50 (R$ 5,50). Há ainda planos bem mais caros por semana (US$ 25 ou R$ 55) e por dia (US$ 9,95 ou R$ 22), que só dão direito a viagens de 30 minutos e ainda cobram mais pelo tempo adicional.

O sistema de Nova York não recebe recursos públicos.

Motoristas de ônibus sentem na pele

Matéria do jornal Zero Hora sobre curso em que motoristas da empresa Sudeste Transportes Coletivos assumem o papel de ciclista:

Em lugar de muitas, duas rodas

Colocar-se no lugar do outro. A máxima foi seguida à risca por um grupo de motoristas de ônibus da Capital. Eles substituíram o volante pelo guidão, subiram em bicicletas e sentiram na pele as dificuldades enfrentadas pelos ciclistas que transitam pelas ruas de Porto Alegre.

Sobre duas rodas, os condutores se assustaram com buzinaços, desequilibraram-se com o vento forte produzido pela passagem veloz dos coletivos e ficaram com medo da proximidade de veículos que chegam a pesar 17 toneladas. Mas os riscos ali não eram reais. A simulação, na qual o motorista se posiciona em uma bicicleta fixa, de costas para um ônibus em movimento, faz parte de um curso prático oferecido pela Sudeste Transporte Coletivos, do consórcio Unibus, e é feita na garagem da própria empresa. Mas o temor, este sim, foi real.

– Eu me assustei bastante, não esperava. Agora, imagina se cai? É um risco grande, tanto para quem está conduzindo quanto para quem está na bicicleta. É importante para a convivência que um respeite o limite do outro – concluiu Juarez Mendonça da Silva, motorista há 30 anos.

Rodrigo Fonseca Teixeira, gerente de recursos humanos da empresa, conta que a iniciativa serve para mostrar ao motorista as dificuldades do dia a dia e tentar incentivar o cuidado com o veículo mais vulnerável:

– Existe esse problema em aceitar o ciclista como parte do trânsito. O dano material se restringe a orçamentos. Mas quando envolve vítimas, traz sequelas emocionais, algo que não tem como ser quantificado.

Matéria completa, de Heloísa Aruth Sturm, aqui.

Imagens (XX)

Alice Austen, 1896

“Messenger boy”, 1896. Foto: Alice Austen.