Imagens (XX)

Alice Austen, 1896

“Messenger boy”, 1896. Foto: Alice Austen.

Brasília testa bikes públicas

Foi testado nesta quinta-feira (17) o sistema de bikes públicas que deve funcionar em Brasília. Serão, segundo o governo local, 40 estações alimentadas por energia solar, com 10 bicicletas cada.

De acordo com texto divulgado pela agência de notícias oficial, o uso do sistema custará apenas R$ 10 anuais, desde que não seja ultrapassado o tempo de uma hora por viagem.

No entanto, no popular Bike Rio, implementado pela mesma empresa que propôs o sistema da capital (Serttel), o custo é de R$ 10 por mês ou R$ 5 por dia.

Se a parceria entre GDF e Serttel for confirmada, o “Bike Brasília” pode começar a sair do papel em 30 dias, garantiu o secretário de Governo, Gustavo Ponce.

Estação teste de bikes públicas foi montada no Palácio do Buriti. Foto: GDF.

Estação teste de bikes públicas foi montada no Palácio do Buriti. Foto: GDF.

IPI zero para bicicletas (II)

A tentativa do senador Inácio Arruda (PCdoB-CE) de incluir o IPI zero para bicicletas na Medida Provisória 628/2013 não deu certo. A comissão mista que analisou o assunto antes da votação na Câmara e no Senado aprovou, no início do mês, relatório de Ricardo Ferraço (PMDB-ES) que rejeitou a emenda de Inácio. A outra MP que recebeu emenda idêntica – MP 638 – ainda não foi votada em comissão. Enquanto isso, o projeto de lei de Inácio com o mesmo objetivo, apresentado em 2009, depois de muitas idas e vindas, aguarda relatório de Romero Jucá (PMDB-RR) na Comissão de Assuntos Econômicos do Senado.

Solução para o transporte: comprar um carro

Diante da pergunta de um ouvinte, durante debate na rádio CBN Brasília, Lúcio Lima, diretor técnico do DFTrans, autarquia responsável pelo planejamento e fiscalização do transporte público no Distrito Federal, disse que não anda mais de ônibus “em função da minha função”, que “trabalhou para chegar” e desejou que o cidadão “daqui a um dia não precise mais andar de ônibus”. Nesse momento, foi interrompido pelo âncora, Estêvão Damázio, que repetia: “Não, não, o senhor não pode falar isso não.” Ao tentar se explicar, Lima garantiu, em ato falho, ser “um grande defensor do transporte público individual“, corrigindo-se em seguida.

Veja a matéria do jornal Metro (áudio do debate do dia 20 aqui):

A compra de um carro é a melhor solução para uma locomoção confortável pela cidade, na opinião de Lúcio Lima, diretor técnico do DFTrans, órgão responsável pela gestão do transporte público na capital.

Foi essa a sugestão que Lima fez a um cidadão que reclamava da condição dos ônibus durante um debate realizado pela rádio “CBN Brasília” na manhã de ontem.

O ouvinte, identificado como Paulo, mandou uma mensagem à emissora perguntando se o gestor ia trabalhar de ônibus. Na resposta, Lima disse que já havia andado muito de transporte público, mas que hoje já não o fazia e esperava que o mesmo acontecesse ao autor do questionamento.

Questionado pelo âncora Estevão Damázio sobre a declaração, Lima se explicou dizendo que a opinião servia para aquele contexto, já que acredita que o ouvinte deseja comprar um carro.

“Sou um eterno defensor do transporte público, mas sabemos que o carro ainda é um objeto de desejo. A pergunta me pareceu uma provocação”, disse Lima à CBN. “Mas estamos trabalhando para, em breve, poder dizer a toda a população que a melhor opção é o transporte público.”

IPI zero para bicicletas

Dois parlamentares – o senador Inácio Arruda (PCdoB-CE) e o deputado Onofre Santo Agustini (PSD-SC) – apresentaram emendas à Medida Provisória 638/2014 para garantir IPI zero às bicicletas. O pleito, antigo, consta de projetos de lei em tramitação há tempos no Congresso e tem apoio de um movimento formado por fabricantes, comerciantes, políticos e grupos de ciclistas (Bicicleta para Todos). A tentativa de inclusão na MP – que trata de incentivos à indústria automobilística – busca viabilizar a mudança por outro caminho.

(Sugiro que, no mesmo debate, discuta-se a redução do imposto sobre bicicletas importadas, hoje em absurdos 30%, para proteger a indústria nacional.)

ATUALIZAÇÃO EM 21/4/2014: Inácio Arruda apresentou a mesma emenda à MP 628/2013, que pode ter o relatório do senador Ricardo Ferraço (PMDB-ES), favorável à isenção, votado na terça-feira (25).

Passeio por Brasília

Lançaram um passeio de bicicleta por Brasília. Ao ler a notícia, no site do governo local, achei que fosse um serviço público, mas, na verdade, é uma oferta de empresa privada, com preço de até R$ 150. Chama-se Brasília Bike Tour (não confundir com o World Bike Tour em Brasília) e inclui o empréstimo da bicicleta, capacete, água e companhia de guias. Opiniões?

Belém: criatividade sem limites

Muitas cidades, na ânsia de demonstrar uma “preocupação” com a mobilidade urbana, têm feito intervenções urbanas completamente disparatadas, como ciclovias mal planejadas (e executadas) que ligam o nada ao lugar nenhum.

Mas o exemplo de Belém beira o surrealismo.

Segundo relatos da imprensa e de cidadãos, a Superintendência Executiva de Mobilidade Urbana (Semob) resolveu asfaltar as calçadas da Av. Almirante Barroso, com o intuito de criar “calçadas compartilhadas”.

É exatamente isso: a Prefeitura, para incentivar o uso de bicicletas, invadiu a área destinada aos pedestres.

Matéria do Diário do Pará traz explicações ainda mais inacreditáveis. A Semob afirma, por exemplo, que a tal calçada compartilhada é um recurso muito utilizado quando não há espaço para ciclofaixa na pista. E garante que, após a intervenção, ainda sobrarão 1,5 metro para os pedestres (!).

É difícil até comentar.