Arquivo do mês: setembro 2009

Desafio Intermodal de Brasília

Depois de São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Florianópolis, Curitiba, Maringá e outras cidades, Brasília aproveitou o Dia Mundial sem Carro para realizar seu primeiro Desafio Intermodal. A missão era vencer um percurso de 15 km, entre a QI 25 do Guará II e a Praça das Bicicletas (Museu da República), com saída às 7h22. E os resultados foram:

Moto: 27 minutos
Bicicleta: 28 minutos
Bicicleta: 29 minutos
Bicicleta: 30 minutos
Integração bicicleta-metrô: 31 minutos
Bicicleta: 40 minutos
Integração ônibus-metrô: 43 minutos
Carro: 57 minutos
Integração bicicleta-ônibus: 57 minutos
Bicicleta: 58 minutos
Metrô: 60 minutos
Ônibus: 98 minutos

Anúncios

Dia Mundial sem Carro

Hoje é dia de bicicleta, ônibus, metrô, trem, bonde, patinete, triciclo, monociclo, carrinho de rolimã, skate, riquixá, patins e daquele aparato incrível conhecido vulgarmente como pé.

Mas, de volta à realidade, se nenhuma dessas opções parecerem muito atraentes, bote pelo menos uma pessoa no banco do carona do seu carro!

Still we ride

Still we ride é um documentário de 2005 sobre a repressão da polícia de Nova York à Critical Mass – reunião mensal de ciclistas prima-irmã da Bicicletada brasileira – a partir da convenção republicana de agosto de 2004. O filme, de apenas 37 minutos, destaca questões interessantes, como o direito de ir e vir de quem pedala e a distinção (ou não) entre um passeio ciclístico e uma passeata.

Dica do blog da Bicicletada de Maceió.

Empresa de ônibus deve indenizar

No fim de agosto, o Supremo Tribunal Federal negou provimento ao recurso de uma empresa de ônibus do Mato Grosso do Sul, condenada a indenizar (em R$ 25 mil, mais correções) a viúva de um ciclista atropelado e morto em 14 de novembro de 1998. O STF rejeitou os dois argumentos da defesa. Primeiro, sobre a alegação de que o ciclista estaria embriagado, decidiu que não havia provas de que o acidente acontecera por culpa exclusiva da vítima. Concluiu, além disso, que o fato de a vítima não ser usuária do serviço de transporte público não exime a empresa da responsabilidade de indenizar. Confira na notícia do site do Tribunal:

O Supremo Tribunal Federal (STF) definiu que há responsabilidade civil objetiva (dever de indenizar danos causados independente de culpa) das empresas que prestam serviço público mesmo em relação a terceiros, ou seja, aos não-usuários. A maioria dos ministros negou provimento ao Recurso Extraordinário (RE) 591874 interposto pela empresa Viação São Francisco Ltda.

O recurso, com repercussão geral reconhecida por unanimidade da Corte, se baseou em acidente ocorrido no ano de 1998 na cidade de Campo Grande, no Mato Grosso do Sul, entre ônibus e ciclista, vindo este a falecer.

O RE discutiu se a palavra “terceiros”, contida no artigo 37, parágrafo 6º, da Constituição Federal também alcança pessoas que não se utilizam do serviço público. Isto porque a empresa alegava que o falecido não era usurário do serviço prestado por ela.

Voto vencedor

O relator, ministro Ricardo Lewandowski, negou seguimento ao recurso, tendo sido acompanhado pela maioria dos votos. Para ele, é obrigação do Estado reparar os danos causados a terceiros em razão de atividades praticadas por agentes. “Hoje em dia pode-se dizer que a responsabilidade é a regra e a irresponsabilidade é exceção”, disse.

Desafio Intermodal do Rio

Na noite da última quinta-feira, foi realizado o 4º Desafio Intermodal do Rio de Janeiro, uma experiência que tenta avaliar a eficiência de diferentes meios de transporte. A missão, desta vez, era ir da Central do Brasil, no centro da cidade, à Praça Antero de Quental, no bairro do Leblon, Zona Sul do Rio. A “vitória” – termo de que os organizadores do evento não gostam por sugerir uma competição – ficou com a combinação entre metrô e bicicleta pública (no sistema Samba). Unindo os dois meios de transporte, foi possível cumprir o trajeto em 49 minutos, contra 55 minutos de moto, 64 minutos de carro e nada menos que 124 minutos de ônibus.

Importante notar as regras do desafio: os participantes tinham de passar pela estação Siqueira Campos de metrô, em Copacabana; respeitar as leis de trânsito e as regras de segurança de cada modal utilizado; e, no caso do automóvel particular, estar com o veículo estacionado na largada e estacioná-lo antes de chegar ao ponto de encontro final.

Confira abaixo os resultados:

Integração metrô-bicicleta pública: 49 minutos
Integração metrô-bicicleta dobrável: 50 minutos
Moto: 55 minutos
Bicicleta pela rua (homem): 58 minutos
Integração metrô-skate: 59 minutos
Carro: 64 minutos
Integração metrô-ônibus: 69 minutos
Bicicleta pela ciclovia: 70 minutos
Metrô-ônibus comum: 75 minutos
Bicicleta pela rua (mulher): 76 minutos
Táxi: 79 minutos
Ônibus: 124 minutos
Pedestre: 127 minutos

3×2 com Dioniso Sampaio, da Bicicletada de Bragança (PA)

Com “apenas” 100 mil habitantes, a cidade de Bragança, no Pará, também tem sua Bicicletada. O engenheiro de pesca e professor universitário Dioniso Sampaio, de 33 anos, é um dos que tem se mobilizado pela ampliação do espaço para o uso da bicicleta no município.

Como é realizar uma Bicicletada e buscar seus objetivos numa cidade de porte relativamente pequeno?
Não é fácil. Aqui a bicicleta é muito utilizada como um meio de transporte, no dia-a-dia, pela população que mora distante do centro comercial. Ou seja, temos uma flutuação muito grande do número de participantes, desde a primeira Bicicletada que aconteceu em Bragança.

A primeira Bicicletada aconteceu aqui em fevereiro de 2009, depois do Fórum Mundial que aconteceu em Belém, e contou com o incentivo do professor Colin Beasley, da Universidade Federal do Pará.

Bicicletas curtindo o visual. Bragança, Pará. Fonte: Dioniso Sampaio.

Bicicletas curtindo o visual. Bragança, Pará. Foto: Dioniso Sampaio.

Houve alguma mudança significativa na cidade, em termos de estrutura e comportamento das pessoas, recentemente?
A bicicleta, como um veículo verde, precisa ser trabalhado melhor aqui no município de Bragança pelo poder público municipal, entidades de classe e a população em geral. Não temos ainda uma Secretaria de Meio Ambiente e sim um departamento. Precisamos analisar melhor daqui para frente esses indicadores de avaliação de comportamento da população com o movimento da Bicicletada.

Qual sua lembrança mais marcante a bordo de uma bicicleta?
Já tive vários momentos bons e ruins em cima de uma bicicleta em Fortaleza, Rio de Janeiro (Tijuca), Ribeirão Preto e agora em Bragança. Adoro pedalar e estou deixando de lado a minha vida de sedentário desde 2007. Minha maior motivação para participar do movimento da Bicicletada é o meu filho de dois anos de idade.

Imagens (III)

Bicicletas no sal do Mar Morto. Ein Gedi, Israel.

Bicicletas no sal do Mar Morto. Ein Gedi, Israel. Foto do blog.