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Bicicletada Pelada no RJ

Está marcada para o dia 24 (sexta-feira) a primeira Bicicletada Pelada do Rio de Janeiro. Esse tipo de passeio, que já ocorreu em outras capitais brasileiras, tem origem no World Naked Bike Ride, realizado desde 2004, em várias datas e cidades do mundo. A concentração para a pedalada começa às 18h30 na Cinelândia.

Cidades amigas da bicicleta (II)

Se já foi uma surpresa o Rio de Janeiro em 18º no ranking das cidades mais “amigas da bicicleta” do site Copenhagenize, em 2011, o que dizer da nova lista, divulgada este mês? A capital fluminense – mesmo com um punhado de mortes de ciclistas nos últimos meses – subiu para a 16ª posição, à frente de Barcelona e Paris, por exemplo.

Os critérios, em tradução livre, são os seguintes: ongs pró-bicicleta, cultura da bicicleta, equipamentos públicos, infraestrutura, sistema de aluguel, participação por gênero, grau de utilização, aumento do grau de utilização (desde 2006), sensação de segurança, política, aceitação social, planejamento urbano e atenuação do tráfego.

Veja o ranking:

1. Amsterdã
2. Copenhague
3. Utrecht
4. Sevilha
4. Bordeaux
6. Nantes
6. Antuérpia
8. Eindhoven
9. Malmo
10. Berlim
11. Dublin
12. Tóquio
13. Munique
13. Montreal
13. Nagoia
16. Rio de Janeiro
17. Barcelona
17. Budapeste
19. Paris
19. Hamburgo

Pedalar com Manoel Carlos

E a Prefeitura do Rio resolveu instalar 52 bicicletários no Leblon. É que o trânsito no bairro vai sofrer novas interdições, devido às obras da Linha 4 do Metrô, e o secretário de Transportes quer incentivar os moradores a circular mais a pé, de bicicleta e de ônibus.

Nada contra. Infraestrutura adequada é essencial para convencer as pessoas a pedalar.

A pergunta é: quantos bicicletários – bicicletários de verdade – a Prefeitura já instalou em Madureira, Pavuna, Realengo? A bicicleta é, entre outras coisas, uma ferramenta de inclusão. Já que vão incluir o quintal do Manoel Carlos, que tal incluir também a Avenida Brasil?

Imagens (XIII)

Novotel do Rio de Janeiro na moda dos empréstimos de bicicletas. Foto do blog.

Cidades amigas da bicicleta

O Rio de Janeiro ficou em 18º no ranking das cidades mais amigáveis às bicicletas do site Copenhagenize! A exclamação se deve ao fato de que essas listas, geralmente, levam em consideração aspectos como planejamento, infra-estrutura cicloviária, sistemas de compartilhamento, eventos de mobilização e adesão da população – e, sinceramente, a Cidade Maravilhosa, a despeito dos muitos esforços registrados, não se destaca em nenhum desses pontos.

A surpresa é maior ainda ao se conferir a lista dos critérios usados pelo Copenhagenize: organização da sociedade civil, cultura ciclística, instalações, infraestrutura, sistemas comunitários, igualdade de gênero (?), participação da bicicleta no transporte, crescimento da participação da bicicleta, sensação de segurança, clima político, aceitação social, planejamento urbano e redução do trânsito.

E aí, é razoável a posição do Rio?

Confira o ranking:

1. Amsterdã
2. Copenhague
3. Barcelona
4. Tóquio
5. Berlim
6. Munique
7. Paris
8. Montreal
9. Dublin
10. Budapeste
11. Portland
12. Guadalajara
13. Hamburgo
14. Estocolmo
15. Helsinque
16. Londres
17. São Francisco
18. Rio de Janeiro
19. Viena
20. Nova York

Desta vez dá Samba?

A Prefeitura do Rio relançou, na semana passada, o sistema de aluguel de bicicletas Bike Rio (ex-Samba). A promessa desta vez é chegar ao fim do ano com 60 estações e 600 bicicletas à disposição dos usuários. Obviamente, a torcida é sempre para que dê certo, não só pelo serviço em si, mas também pela contribuição para a disseminação de uma cultura de uso da bike como transporte.

Por outro lado, depois de ler sobre o “novo” Bike Rio, as dúvidas são inevitáveis. Por exemplo, por que insistir num sistema tão complicado (da empresa pernambucana Serttel), com base em telefone celular, quando a maioria dos serviços no mundo usa cartões ou tíquetes? Ou, ainda, por que, apesar do patrocínio ostensivo do Itaú, o Bike Rio tem preços comparáveis aos de similares estrangeiros (R$ 10 por mês, R$ 5 por dia e R$ 5 por hora excedente ao período “grátis” de 60 minutos)? E, finalmente, por que abandonar a idéia de alcançar as zonas Norte e Oeste, mantendo o serviço como regalia da Zona Sul?

Como é improvável que alguém responda às perguntas, o jeito vai ser esperar, na torcida para que a coisa funcione a contento nesta segunda tentativa.

Obs.: Quem já tiver experimentado mande um relato para cá!

História da bicicleta

A história da bicicleta será contada em exposição no espaço Art Sesc Flamengo, no Rio de Janeiro, de 28/6 a 4/7. “Bicicletas, histórias e curiosidades” reúne fotografias sobre o uso da bicicleta e mais de 30 modelos de todas as épocas. Também fazem parte do programa palestras, atividades educativas e sessões de filmes. Os detalhes da exposição, iniciativa do projeto Rio-Estado da Bicicleta, estão num excelente blog.