Arquivo do mês: janeiro 2011

Blumenau sem aluguel de bicicletas

A prefeitura de Blumenau decidiu acabar com um sistema de aluguel de bicicletas lançado em setembro de 2009. Segundo a imprensa catarinense, a decisão, tomada em acordo com o consórcio responsável pelos transportes na cidade (Siga), deveu-se à baixa procura pelo serviço. Apesar da justificativa, não foram divulgados números, nem reclamações de (potenciais) usuários.

O serviço era operado pela Serttel, empresa de Recife também responsável pelo Pedala Rio, projeto de idas e vindas na capital carioca.

Em Blumenau, o desinteresse do público é atribuído à precariedade da estrutura cicloviária local e à complexidade do sistema de aluguel, que envolve aquisição de passe com cartão de crédito e uso do celular para liberação das bicicletas.

A prefeitura garantiu que o serviço será retomado, após reformulação, até o fim de 2012.

Girl power

Grupos de mulheres que resolveram pedalar por aí: Pedal de Salto Alto (Belo Horizonte, MG), Pedalinas (São Paulo, SP), Saia na Noite (São Paulo, SP).

Quem souber de outros, avise!

Dura lex, sed lex (II)

Outros projetos de lei da Câmara dos Deputados que interessam ao povo que pedala:

PLC 2771/2008 – Marcelo Ortiz (PV/SP) – Regulamenta a entrega de mercadorias por meio de bicicleta.

PLC 7129/2010 – Arolde de Oliveira (DEM/RJ) – Acaba com o registro e licenciamento obrigatórios (emplacamento) de bicicletas (inclusive as elétricas).

PLC 7909/2010 – Moreira Mendes (PPS-RO) – Torna obrigatória a instalação de bicicletários em locais de grande circulação e instituições de ensino. Outro projeto sobre o tema: PLC 3437/2008.

* A ferramenta de pesquisa da Câmara permite o cadastramento de email para recebimento de atualizações a respeito da tramitação dos projetos.

Ipea: bicicleta é principal transporte para 7%

O Ipea divulgou nesta segunda-feira estudo sobre mobilidade urbana que integra o Sistema de Indicadores de Percepção Social (Sips). No Brasil, segundo a pesquisa, apenas 7% têm a bicicleta como principal meio de locomoção. O transporte público é o mais usado por 44,3%; o carro, por 23,8%; a moto, por 12,6%; e 12,3% se deslocam principalmente a pé. O uso da bicicleta é maior na região Norte (17,9%) e menor na região Sul (2%).

O estudo também mostra que o uso da bicicleta diminui à medida que aumenta a escolaridade – o que pode ser reflexo tanto do emprego como transporte escolar quanto do poder aquisitivo. A bicicleta é o meio de transporte mais utilizado por 9,1% das pessoas que completaram até a 4ª série do 1º grau (sic). Entre as que pelo menos iniciaram um curso superior o índice cai para 0,5%.

Futebol de bicicleta

O Volta Redonda, time da primeira divisão do Rio, inovou no apoio aos jogadores de sua equipe de juniores. A diretoria do clube distribuiu no fim de semana passado 30 bicicletas aos atletas da categoria. A proposta é que os jogadores usem as bicicletas para ir aos treinamentos.

O presidente do clube, Rogério Loureiro, disse que as pedaladas vão ajudar no condicionamento físico dos jogadores e enumerou outras vantagens, até exagerando um pouco no tom: “É uma iniciativa pioneira do clube, que serve de alerta para a população de Volta Redonda, pois a utilização deste meio de transporte é segura, não poluente e saudável, além de facilitar o fluxo de veículos no município, diminuindo engarrafamentos”.

Fica o exemplo para outros times, empresas, órgãos públicos, associações…

Juniores do Volta Redonda com a bicicleta nas cores do time. Foto de divulgação.

Emplacamento obrigatório de bicicletas

Pontal é mais um município paulista a tornar obrigatório o emplacamento de bicicletas. De acordo com notícia da Folha de S. Paulo, os ciclistas terão de ir à Divisão de Trânsito da prefeitura, a partir de 10 de fevereiro, para realizar o serviço, que custará R$ 5. Na ocasião, precisarão apresentar documento de identidade, comprovante de residência e nota fiscal da bicicleta.

O emplacamento permitirá que a Polícia Militar, a Guarda Municipal e agentes de trânsito apliquem multas aos ciclistas flagrados cometendo infrações de trânsito, como andar na contramão. Num período inicial de nove meses, porém, os infratores receberão apenas advertência.

Os defensores do emplacamento obrigatório afirmam que a medida reduz o número de acidentes e facilita a recuperação de bicicletas furtadas e roubadas. Os opositores, por sua vez, dizem que é mais um ônus para os ciclistas e que os resultados não são significativos.

Transporte escolar

O Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), por meio do programa Caminho da Escola, resolveu incentivar a adoção da bicicleta como meio de transporte escolar. Estados e municípios podem aderir ao registro de preços realizado pelo fundo para adquirir “bicicletas escolares” aro 20 e 26. Segundo o FNDE, as bikes têm características especiais, como quadro reforçado, e foram aprovadas em testes com pais e alunos. E, pelos preços registrados na ata, é bom mesmo que sejam de boa qualidade: o modelo aro 20 custa, de acordo com a região do país, de R$ 240,50 a R$ 258; o aro 26 vai de R$ 253 a R$ 259.

O FNDE poderá, nos termos da Resolução 40/2010, transferir recursos aos estados e municípios para aquisição das bicicletas.