Arquivo do mês: junho 2012

Um milhão de bikes roubadas

Um milhão. Esse é o número estimado de bicicletas furtadas anualmente nos Estados Unidos. O FBI calcula que, em 2010, houve oficialmente quase 6,2 milhões de furtos no país, dos quais 3,3% de bikes, o que corresponderia a cerca de 200 mil casos. Acredita-se, porém, que uma quantidade muito maior de vítimas não registra ocorrência com a polícia.

E no Brasil? Alguém imagina quantas bicicletas são surrupiadas a cada ano?

Feliz 91

E aconteceu. A Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) da cidade de São Paulo anunciou ter multado, de 14 de maio a 14 de junho, 91 motoristas por colocar ciclistas em risco. A ordem para a “tolerância zero” foi dada em abril pelo prefeito Gilberto Kassab.

Segundo a CET, conforme o prometido, os motoristas foram enquadrados nos artigos 169, 197 e 200 do Código de Trânsito Brasileiro:

Art. 169. Dirigir sem atenção ou sem os cuidados indispensáveis à segurança (infração leve)

Art. 197. Deixar de deslocar, com antecedência, o veículo para a faixa mais à esquerda ou mais à direita, dentro da respectiva mão de direção, quando for manobrar para um desses lados (infração média)

Art. 220. Deixar de reduzir a velocidade do veículo de forma compatível com a segurança do trânsito:

XIII – ao ultrapassar ciclista (infração grave)

A Prefeitura e a CET não explicaram, como não haviam feito em abril, por que só agora resolveram aplicar a lei, que vigora desde 1998. Tampouco esclareceram como conseguem “comprovar” essas condutas e não conseguem comprovar o desrespeito à distância mínima de um metro e meio na ultrapassagem (Art. 201) – infração que nunca resultou em aplicação de multa pela CET.

Mas, se o negócio é comemorar, comemoremos.

Chikudu, a “bicicleta” do Congo

O chikudu não é bem uma bicicleta. Inventado na década de 1960 na hoje República Democrática do Congo, é uma espécie de patinete de madeira, capaz de levar até 800 kg de carga. Antes, segundo relatos, os produtos eram transportados em barris. Com a novidade, uma viagem de 30 km, para buscar alimentos no campo, que podia durar três dias, passou a ser feita num só.

Homem empurra um chikudu na cidade de Goma. Foto: Arne Hodalic/Pnud.

A renda das pessoas que trabalham levando mercadorias em chikudus não passa de US$ 8 por dia. Uma parte vai para pagar o investimento: os chikudus mais bem feitos, por artesãos especializados, podem custar até US$ 100. Além disso, é preciso ter força, não só para empurrar o conjunto (patinete e carga), mas para frear – o freio é um pedaço de pneu que o “condutor” aperta com o pé contra a roda de trás.

Veja aqui uma matéria da Voz da América sobre o chikudu (em inglês).