Arquivo do mês: abril 2014

Motoristas de ônibus sentem na pele

Matéria do jornal Zero Hora sobre curso em que motoristas da empresa Sudeste Transportes Coletivos assumem o papel de ciclista:

Em lugar de muitas, duas rodas

Colocar-se no lugar do outro. A máxima foi seguida à risca por um grupo de motoristas de ônibus da Capital. Eles substituíram o volante pelo guidão, subiram em bicicletas e sentiram na pele as dificuldades enfrentadas pelos ciclistas que transitam pelas ruas de Porto Alegre.

Sobre duas rodas, os condutores se assustaram com buzinaços, desequilibraram-se com o vento forte produzido pela passagem veloz dos coletivos e ficaram com medo da proximidade de veículos que chegam a pesar 17 toneladas. Mas os riscos ali não eram reais. A simulação, na qual o motorista se posiciona em uma bicicleta fixa, de costas para um ônibus em movimento, faz parte de um curso prático oferecido pela Sudeste Transporte Coletivos, do consórcio Unibus, e é feita na garagem da própria empresa. Mas o temor, este sim, foi real.

– Eu me assustei bastante, não esperava. Agora, imagina se cai? É um risco grande, tanto para quem está conduzindo quanto para quem está na bicicleta. É importante para a convivência que um respeite o limite do outro – concluiu Juarez Mendonça da Silva, motorista há 30 anos.

Rodrigo Fonseca Teixeira, gerente de recursos humanos da empresa, conta que a iniciativa serve para mostrar ao motorista as dificuldades do dia a dia e tentar incentivar o cuidado com o veículo mais vulnerável:

– Existe esse problema em aceitar o ciclista como parte do trânsito. O dano material se restringe a orçamentos. Mas quando envolve vítimas, traz sequelas emocionais, algo que não tem como ser quantificado.

Matéria completa, de Heloísa Aruth Sturm, aqui.

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Imagens (XX)

Alice Austen, 1896

“Messenger boy”, 1896. Foto: Alice Austen.

Brasília testa bikes públicas

Foi testado nesta quinta-feira (17) o sistema de bikes públicas que deve funcionar em Brasília. Serão, segundo o governo local, 40 estações alimentadas por energia solar, com 10 bicicletas cada.

De acordo com texto divulgado pela agência de notícias oficial, o uso do sistema custará apenas R$ 10 anuais, desde que não seja ultrapassado o tempo de uma hora por viagem.

No entanto, no popular Bike Rio, implementado pela mesma empresa que propôs o sistema da capital (Serttel), o custo é de R$ 10 por mês ou R$ 5 por dia.

Se a parceria entre GDF e Serttel for confirmada, o “Bike Brasília” pode começar a sair do papel em 30 dias, garantiu o secretário de Governo, Gustavo Ponce.

Estação teste de bikes públicas foi montada no Palácio do Buriti. Foto: GDF.

Estação teste de bikes públicas foi montada no Palácio do Buriti. Foto: GDF.

IPI zero para bicicletas (II)

A tentativa do senador Inácio Arruda (PCdoB-CE) de incluir o IPI zero para bicicletas na Medida Provisória 628/2013 não deu certo. A comissão mista que analisou o assunto antes da votação na Câmara e no Senado aprovou, no início do mês, relatório de Ricardo Ferraço (PMDB-ES) que rejeitou a emenda de Inácio. A outra MP que recebeu emenda idêntica – MP 638 – ainda não foi votada em comissão. Enquanto isso, o projeto de lei de Inácio com o mesmo objetivo, apresentado em 2009, depois de muitas idas e vindas, aguarda relatório de Romero Jucá (PMDB-RR) na Comissão de Assuntos Econômicos do Senado.