Arquivo da tag: ranking

Cidades amigas da bicicleta (II)

Se já foi uma surpresa o Rio de Janeiro em 18º no ranking das cidades mais “amigas da bicicleta” do site Copenhagenize, em 2011, o que dizer da nova lista, divulgada este mês? A capital fluminense – mesmo com um punhado de mortes de ciclistas nos últimos meses – subiu para a 16ª posição, à frente de Barcelona e Paris, por exemplo.

Os critérios, em tradução livre, são os seguintes: ongs pró-bicicleta, cultura da bicicleta, equipamentos públicos, infraestrutura, sistema de aluguel, participação por gênero, grau de utilização, aumento do grau de utilização (desde 2006), sensação de segurança, política, aceitação social, planejamento urbano e atenuação do tráfego.

Veja o ranking:

1. Amsterdã
2. Copenhague
3. Utrecht
4. Sevilha
4. Bordeaux
6. Nantes
6. Antuérpia
8. Eindhoven
9. Malmo
10. Berlim
11. Dublin
12. Tóquio
13. Munique
13. Montreal
13. Nagoia
16. Rio de Janeiro
17. Barcelona
17. Budapeste
19. Paris
19. Hamburgo

Anúncios

Cidades amigas da bicicleta

O Rio de Janeiro ficou em 18º no ranking das cidades mais amigáveis às bicicletas do site Copenhagenize! A exclamação se deve ao fato de que essas listas, geralmente, levam em consideração aspectos como planejamento, infra-estrutura cicloviária, sistemas de compartilhamento, eventos de mobilização e adesão da população – e, sinceramente, a Cidade Maravilhosa, a despeito dos muitos esforços registrados, não se destaca em nenhum desses pontos.

A surpresa é maior ainda ao se conferir a lista dos critérios usados pelo Copenhagenize: organização da sociedade civil, cultura ciclística, instalações, infraestrutura, sistemas comunitários, igualdade de gênero (?), participação da bicicleta no transporte, crescimento da participação da bicicleta, sensação de segurança, clima político, aceitação social, planejamento urbano e redução do trânsito.

E aí, é razoável a posição do Rio?

Confira o ranking:

1. Amsterdã
2. Copenhague
3. Barcelona
4. Tóquio
5. Berlim
6. Munique
7. Paris
8. Montreal
9. Dublin
10. Budapeste
11. Portland
12. Guadalajara
13. Hamburgo
14. Estocolmo
15. Helsinque
16. Londres
17. São Francisco
18. Rio de Janeiro
19. Viena
20. Nova York

Curitiba, a cidade das bicicletas (ou não)

Um pessoal de Curitiba deu início a um movimento bacana de mobilização e participação. A intenção do votolivre.org é apresentar projetos de lei de iniciativa popular, com base na Lei Orgânica do município, que prevê o recebimento pelo Legislativo de propostas que tenham apoio de pelo menos 5% do eleitorado (na esfera federal, de acordo com a Constituição, o requisito é de 1%).

E o primeiro projeto em busca de assinaturas é o da Lei da Mobilidade Sustentada Urbana (Lei da Bicicleta). O texto proposto determina a destinação de 5% das vias urbanas para ciclovias e ciclofaixas; obrigatoriedade de bicicletários ou estacionamentos para bicicletas em terminais de transporte, prédios públicos, escolas, centros comerciais e parques; realização de campanhas de educação para o uso da bicicleta como meio de transporte; e implementação de sistema de locação de bicicletas.

Uma curiosidade é que, a despeito das reclamações quanto à (falta de) estrutura para os ciclistas, Curitiba aparece em vários rankings das
cidades mais amigáveis às bicicletas” – é a quarta colocada na lista do AskMen e a sexta na do Momondo. Os dois sites falam em “cidade mais bem planejada do mundo” e “ciclofaixas por toda parte”.

Comentários de curitibanos no AskMen, contudo, sugerem uma realidade diferente. Um dos visitantes diz [tradução minha]: “Tá brincando, né? Moro em Curitiba e posso garantir que este não é um lugar para ciclistas. Infelizmente.” Outro ataca a credibilidade do ranking: “Moro em Curitiba e é um completo nonsense incluir a cidade numa lista das dez mais amigáveis às bicicletas. Por favor, não acreditem nessa lista.”

Com a palavra – e a caneta – os curitibanos…

Cidades das bicicletas

O site Tonic publicou uma lista das cinco cidades mais amigáveis ao uso da bicicleta como meio de transporte. A seleção, recém-saída do forno, é uma espécie de resumo das muitas listas semelhantes encontradas na internet. Abaixo, as justificativas dadas pelo site, em tradução livre (e apressada):

1. Copenhague, Dinamarca
A cidade com a sexta maior qualidade de vida no mundo também registra o maior número de ciclistas. Coincidência? Provavelmente não. Na “Cidade das Bicicletas”, praticamente todo morador tem uma. Copenhague oferece empréstimo gratuito de bicicletas e ciclovias com sinalização própria. Há até um bairro – Christiania – completamente livre de carros. E, como as autoridades planejam dobrar os investimentos em infra-estrutura para bicicletas nos próximos três anos, a cidade campeã só tende a melhorar.

2. Amsterdã, Holanda
Amsterdã, conhecida por muitos como a capital mundial das bicicletas, tem 400 km de fietspaden (ciclovias e ciclofaixas), a maior parte com sinalização própria e placas que dizem Uitgezonderd (exceções), para indicar que bicicletas e motonetas estão dispensadas de obedecer às restrições de trânsito. A cidade está construindo um estacionamento para 10 mil bicicletas na estação central de trens.

3. Davis, Estados Unidos
Davis, uma das primeiras cidades dos EUA a iniciar um planejamento de fato e a incorporar as bicicletas ao seu sistema de transporte, tem cerca de 160 km de ciclovias e ciclofaixas, de acordo com o site Virgin-Vacations. Está na categoria platinum da lista de cidades amigáveis organizada pela Bicycle Friendly Community. Há uma bicicleta até em seu emblema oficial. Como a Universidade da Califórnia em Davis mantém uma proibição quase total à circulação de carros no campus e os moradores decidiram acabar com os ônibus escolares, o uso da bicicleta no transporte é maciço. E a maioria das pessoas não se importa em pedalar, já que o terreno plano e o clima ameno tornam a atividade prazerosa.

4. Barcelona, Espanha
O serviço Bicing, lançado em 2007, permite que moradores e turistas solicitem um cartão para retirar uma bicicleta em qualquer dos cerca de cem pontos que se espalham pela região metropolitana, usá-la dentro dos limites da cidade e devolvê-la na mesma rede de estações. Também há, em Barcelona, um “anel verde” para ciclistas em torno da cidade e 3.250 vagas para bicicletas nas ruas. (A cidade está construindo uma grande garagem subterrânea para bicicletas.) São duas semanas por ano dedicadas à bicicleta: a Semana da Mobilidade Sustentável e Segura, em setembro, que inclui a celebração do Dia Mundial Sem Carro (22), e a Semana da Bicicleta, em maio, quando se realiza o Festival da Bicicleta. Os ciclistas dispõem, ainda, de ciclovias e ciclofaixas permanentes na cidade.

5. Portland, Estados Unidos
As vias para bicicletas em Portland passaram de 100 km para 400 km desde o início da década de 1990. O uso da bicicleta quadruplicou no período, sem elevação do número de acidentes. A estatística impressionante deve-se, provavelmente, à forte cultura ciclística da cidade e, desde 2000, ao programa Create a Commuter. A iniciativa, que ajuda a qualificar adultos de baixa renda, promove a bicicleta como um meio de transporte barato e confiável, oferecendo gratuitamente aos participantes cinco horas de treinamento em manutenção e segurança, além de uma bicicleta totalmente equipada – com luzes, cadeado, capacete, bomba de ar, ferramentas, mapa e proteção contra a chuva.