Arquivo do mês: julho 2009

Aliança pela mobilidade?

É estranho que uma cidade movida a carros particulares, com transporte público deficiente e pouco ou nenhum apoio ao uso da bicicleta (caminhar nem pensar), sedie um evento que promete discutir a mobilidade urbana. Não obstante, Brasília receberá em 2010 a conferência da Aliança das Capitais, grupo que reúne a capital brasileira, Canberra, Ottawa e Washington. Confira no relato da Agência Brasília:

Brasília sediará no próximo ano o Capitals Alliance, traduzido como Aliança das Capitais. O evento será realizado entre os dias 22 e 26 de março, no Museu da República, e fará parte da programação do cinquentenário da cidade.

Entre os convidados palestrantes já confirmados para o evento estão personalidades como Robert Cervero, professor em Berkeley (EUA) especialista em transporte urbano, e Learry Beasley, arquiteto e chefe do escritório de planejamento urbano responsável pela remodelação de Vancouver (Canadá) e também pelo projeto da nova capital dos Emirados Árabes, Abu Dhabi. Outras presenças confirmadas são a do arquiteto e designer Guto Indio da Costa e da planejadora do Governo de Canberra, Catherine Carter.

O tema do 7º encontro será “Transporte e Mobilidade Urbana”. Esta é a segunda vez que Brasília sedia a Aliança das Capitais. A primeira foi em 2004. A expectativa é reunir representantes de 16 países. Abu Dhabi (Emirados Árabes) e Tshwane (África do Sul) serão novos integrantes do fórum.

O encontro acontece desde 2001 e reúne capitais planejadas do mundo inteiro. A última reunião, no ano passado, foi em Washington re uniu mais de 15 cidades. Entre elas Canberra (Austrália), Helsink (Finlândia), Moscou (Rússia), Paris (França), Bogotá (Colômbia), Vienna (Áustria), Brasília, entre outros.

Anúncios

3×2 com Felippe César, do Ciclo Urbano

A Prefeitura de Aracaju garante que a cidade e sua malha de ciclovias só perdem, proporcionalmente, para Rio de Janeiro e Teresina. O arquiteto e urbanista Felippe César, de 23 anos, presidente da associação Ciclo Urbano, não é tão otimista. Participante de primeira hora da Bicicletada local, ele ainda vê muitas dificuldades para o ciclista na capital sergipana.

Promover o uso da bicicleta como meio de transporte numa capital de menor porte, com menos atenção da mídia nacional, é mais fácil ou mais difícil?
Essa é uma pergunta difícil. Na verdade, não consigo classificar dessa forma. Eu vejo da seguinte maneira: partindo do princípio de que em uma cidade pequena nós conseguimos ter um poder de cobertura da população mais rápido nas ações pontuais, independente da mídia nacional, nós encontramos outra dificuldade, que é a do carro como um objeto além de meio de transporte. Quando se mora em cidades com poucos habitantes e praticamente todos se conhecem, o status “se faz necessário”, e o veículo em que você anda representa o que você é, é o seu “cartão de visita”, um modo de se mostrar “bem-sucedido”. Isso faz com que a bicicleta seja vista como um mero objeto de lazer ou de saúde, não como meio de transporte. Talvez seja por isso que, mesmo com o crescimento do uso da bicicleta em Aracaju, ainda vemos nos horários comerciais o perfil do ciclista homem e operário da construção civil ou autônomo. Porém, à noite e nos finais de semana, isso se reverte. A maioria dos ciclistas é de pessoas de classe média ou alta!

Aracaju se anuncia como “capital do ciclismo” e garante ter a terceira maior malha de ciclovias do país (62,6 km). Esse é um retrato fiel da realidade?
A última contagem que tive foi de quase 50 km, mas vale ressaltar que as ciclovias mais antigas estão em péssimo estado de conservação. Os números existem, mas a qualidade de muitas ciclovias já está comprometida. Ciclistas fazem reclamações constantes. Acontece de muitos deles usarem a pista por ser mais “confortável” do que a própria ciclovia.

O cliclista precisa de mais ciclovias ou de mais informação por parte de quem compartilha as vias com ele?
Se são mais ciclovias que farão com que as pessoas usem mais a bicicleta? Não, na verdade o que se precisa é criar condições viárias seguras para o ciclista, ter um trânsito cordial. Isso se consegue reduzindo os limites de velocidade, desenvolvendo soluções viárias que privilegiem os veículos não-motorizados e desprivilegiando os carros particulares. Deve-se pensar o pedestre como principal objeto de mobilidade, trabalhar na educação de trânsito continuadamente, com grande quantidade de informações, através de campanhas educativas, propagandas, jornais, etc. Além disso, os fiscais de tráfego devem começar a encarar o ciclista como parte do trânsito. Aqueles que não obedecem às leis devem ser abordados e conscientizados pelos agentes municipais, pois, ao contrário do motorista, o ciclista em nenhum momento de sua vida foi instruído sobre como se portar no trânsito. Essa abordagem inicial não deve ter penalidade ou multa, mas acredito que depois de dez anos de trabalho ininterrupto, e somente se toda a população tiver consciência dos direitos e deveres, podem sim ser aplicadas multas, como em países desenvolvidos que possuem ótima infraestrutura cicloviária, caso da Holanda e da Dinamarca.

Entre ciclovias e estacionamentos para bicicletas em toda a cidade eu prefiro os bicicletarios e/ou paraciclos! Acredito que incentivam muito mais do que as próprias ciclovias!

Entrelinhas

Uma notinha discreta publicada na versão online do Jornal de Brasília, no último dia 17, revela aspectos relevantes que geralmente passam despercebidos à maioria das pessoas.

Acidente na octogonal fere ciclista

Um ciclista bateu na traseira de um carro Clio, às 19h30, nas proximidades da Octogonal. O motorista do carro, Marcelo Ferreira Gomes, 39, estava acompanhado de sua esposa e indo para Goiânia. Ao parar na faixa de retenção, o ciclista que estava atrás não percebeu que o carro parou. O ciclista foi encaminhado ao Hospital de Base, com ferimentos na boca e os passageiros do veículo não sofreram nada.

Em primeiro lugar, o relato, se fiel à realidade, mostra que nem sempre o motorista é culpado em colisões com bicicletas. No caso, tudo leva a crer que o ciclista se distraiu, abalroando o automóvel por trás.

Por outro lado, a nota evidencia, mais uma vez e de modo até cômico, a constante preocupação com o lado que, culpa à parte, é invariavelmente o mais protegido num choque entre carro e bicicleta. Informar que “os passageiros do veículo não sofreram nada” só pode ser piada ou prova de um total desconhecimento das leis da física.

Imagens (I)

Mais claro, impossível. Pucón, Chile. Foto: Ricardo Moraes.

Mais claro, impossível. Pucón, Chile. Foto: Ricardo Moraes.

3×2 com Leandro Valverdes, cicloativista

Leandro Valverdes, 31 anos, é jornalista e músico, mas prefere se apresentar como cicloativista. Uma pergunta sua ao secretário de Transportes da cidade de São Paulo, durante evento em junho, deu a deixa para um compromisso que resultou na transferência do programa Pró-Ciclista da Secretaria do Verde e do Meio Ambiente para a Secretaria de Transportes, no último dia 2 de julho.

Acredita em mudanças efetivas com a transferência do Pró-Ciclista da Secretaria do Verde e do Meio Ambiente para a Secretaria de Transportes? A cidade de São Paulo fica mais perto dos prometidos 100 km de ciclovias/ciclofaixas?
Acho que a transferência é uma vitória, ainda que simbólica. O tema que nos interessa é “bicicleta como meio de transporte”, não? Nada mais óbvio do que a Secretaria de Transportes de cada cidade responder por ele, como acontece no mundo todo, aliás. Aqui em São Paulo, a Secretaria do Verde e do Meio Ambiente pegou essa bandeira porque ninguém se interessava e nada era feito. Mas o Pró-Ciclista sempre teve as mãos amarradas e pouco podia fazer sem o aval de “técnicos” da Companhia de Engenharia de Tráfego, da Secretaria de Transportes, etc.

Com a mudança para a pasta de Transportes, o problema pode ao menos ser encarado de frente. E um exemplo do tamanho do desafio é a “malha cicloviária” que temos aqui. São singelos 30 km de ciclovias, dois terços dentro de parques, ligando o nada ao lugar nenhum… Eu até sugeriria que se mudasse o nome dessas rotas para algo como “ciclopasseio”, mas não são ciclovias. Agora, outra questão é se queremos ciclovia, se ela é a solução principal e a primeira coisa a ser buscada pelos cicloativistas… É uma discussão longuíssima e longe de ser consenso entre quem pedala.

Esse número de 100 km de ciclovias, algo jogado para a imprensa de forma irresponsável, certamente não vai sair do papel em 2009. Aliás, embora tenha sido prometido, acho que não existe nem no papel…

Pessoalmente, acho que o primordial a ser conquistado pelos ciclistas paulistanos é o “direito à rua”, o respeito por parte dos proprietários de 6 milhões de carros, que têm que compreender que a bicicleta, embora custe 1% do valor de seus automóveis, tem os mesmos direitos… que também é um veículo! Eu trocaria uns bons quilômetros de ciclovia por multas para quem não respeita o ciclista, tal como prevê o Código de Trânsito Brasileiro. Os artigos 201 e 220 simplesmente nunca foram aplicados desde que o CTB foi promulgado. O que primeiro difere a realidade brasileira da européia não é a falta de infraestrutura, mas sim a falta de respeito.

Como convencer uma pessoa de que não é loucura pedalar no trânsito de São Paulo?
Bom, só é loucura por conta do comportamento dos motoristas dos carros, ônibus, caminhões e motos. Todas as outras dificuldades citadas por quem tem preguiça de usar a bicicleta no dia-a-dia (clima, topografia, distância, falta de infraestrutura) são menores. Acho que loucura, e aí me aproximando até de um sentido clínico do termo, é a vida que boa parte dos paulistanos leva, com pelo menos duas sessões diárias de “enlouquecimento” dentro de seus automóveis, presos no trânsito. Sem nenhum pingo de futurologia, todos sabemos que a cidade vai parar, é uma questão meramente matemática, basta considerar esse número bisonho de mil carros emplacados todos os dias.

Assim, por bem ou por mal, as coisas vão mudar. Uma parte da classe média vai começar a usar mais o transporte público, e outra pequena parte talvez passe a olhar a bicicleta como uma possibilidade. Aliás, os ventos já estão mudando… Alguém chegar pedalando num lugar deixou de ser coisa de lunático, ou pior, de pobre. Até “excêntrico” está deixando de ser, e eu já ouvi algumas vezes pessoas dizerem: “Nossa, você veio de bicicleta? Que inveja, não pegou este trânsito.” Aí eu lembro ao interlocutor que a minha bicicleta não custou mais do que cinco tanques de gasolina de um carro…

Qual é o lugar mais estranho em que já pedalou?
Tive a sorte (ou o azar) de pedalar em lugares muito estranhos à realidade brasileira, principalmente em países europeus, em que a bicicleta é tratada como um veículo. Para quem pedala aqui, por exemplo, é estranhíssimo você ter o direito de parar no meio de uma rua, aguardando para fazer uma conversão à esquerda, e não ouvir xingamentos nem buzinadas do carro que está atrás. Ou então ver um motorista de ônibus esperar – sorrindo! – sua passagem antes de encostar num ponto.

Agora, uma vez tendo pedalado nas metrópoles brasileiras, você chega num lugar estranho desses, sobe numa Vélib e acha tranqüilo dar uma volta completa em pleno Arco do Triunfo, algo que um parisiense não faria…

Ameaçadores

Antes do comentário atrasado, sobre incidente ocorrido no domingo passado (12), confiram o relato de Maria Fernanda Seixas, do Correio Braziliense, publicado sob o título “Confusão no Eixão do Lazer”.

Uma manobra errada realizada em um dos acessos ao Eixão do Lazer terminou em briga e confusão na tarde de ontem. A discussão acabou na delegacia depois que grupo de ciclistas se assustou com um carro na contramão e cobrou explicações do motorista. O condutor, morador de Minas Gerais, ainda levou um soco no rosto de um homem mais exaltado. O incidente ocorreu por volta das 16h, horário proibido para a circulação de carros em uma das vias mais movimentadas do Distrito Federal durante a semana.

Os cinco ciclistas envolvidos na confusão – todos ativistas de movimentos em prol da segurança dos ciclistas e membros da ONG Rodas da Paz – disseram à polícia que seguiram em direção ao Fox preto do assessor de imprensa Jerson Lima, 50 anos, assim que o viram invadindo a pista na altura da 202 Norte. “Nossa intenção era alertá-lo de que o Eixão estava fechado e que ele estava pondo a vida dos pedestres em perigo”, afirmou o estudante Francisco Delano, 23. O grupo logo formou uma barreira na frente do carro. “Foi aí que o motorista acelerou, derrubando um dos nossos amigos e a bicicleta dele”, completou a agrônoma Mara Marchetti, 38.

O administrador Renato Zurbinato, 32, que teria sido derrubado pelo carro, ficou enfurecido e, como afirmaram os próprios amigos, subiu no capô do veículo. Começou a pular, amassando a lataria. “Acionamos a polícia e, para a nossa surpresa, prenderam o Renato por crime de dano qualificado. Já o motorista que tentou nos atropelar apenas levou uma multa. Isso é um absurdo”, reclamou o advogado Ariel Foina.

Em visita

O motorista do Fox contou outra história. “Sou de Belo Horizonte e vim visitar minha esposa, que está morando aqui há um ano. Não estou acostumado a dirigir em Brasília. Peguei uma tesourinha e entrei no Eixão sem saber de nada, pois não havia nenhuma barreira física ou sinalização”, revelou. Quando entrou na pista, Jerson conta que os cinco ciclistas foram em sua direção exaltados, bloqueando a passagem. “Eles me impediram de sair com o carro. Um deles, muito nervoso, pulou no capô enlouquecido, desceu, me deu um soco no rosto e voltou a pular no capô. O carro ficou todo amassado. Fechei os vidros e liguei para a polícia”, disse Jerson. Ele estava com passagens de ônibus compradas para voltar para Belo Horizonte ontem mesmo.

Das duas versões apresentadas, o delegado de plantão da 5ª Delegacia de Polícia (área central do Plano Piloto) Celízio da Silva Espíndola, ficou com a do assessor de imprensa. “O motorista levou uma infração e teve o carro levado para a perícia. Já o ciclista Renato Zurbinato foi autuado em ato de prisão em flagrante por dano qualificado por motivo egoístico”, explicou o delegado.

O crime em questão rende pena de 1 a 3 anos de prisão. Os amigos de Renato disseram que pagarão a fiança de R$ 750 assim que possível. “O importante aqui é frisar que a atitude dos rapazes era a de proteger as pessoas que desfrutavam do Eixão como um lugar seguro. Não podemos esquecer dos fatores geradores da confusão. Falta fiscalização e sinalização para proteger quem frequenta o Eixão nos domingos”, alertou Marcelino Brandão, do grupo Rodas da Paz.

Aqui a versão do ciclista.

O que houve, de fato, caberá à polícia descobrir – ou não. Mas não deixa de ser um pouco sintomático que, no primeiro momento, o delegado tenha “ficado” com a versão do motorista. E que, aparentemente, a polícia sequer tenha cogitado a possibilidade de uma agressão muito mais grave que o dano causado – e assumido – pelo ciclista ao indefeso automóvel Fox. É espantoso, para resumir, que um ser humano de carne e osso, ainda que em fúria, pareça a alguém mais ameaçador que uma tonelada de ferragens.

Uma questão de percepção.

Pedala, Vicente Pires

Fonte: Naira Trindade, Correio Braziliense

Povo quer pedalar sem riscos

Pedalar com segurança pelas ruas estreitas de Vicente Pires é um sonho. Ao encarar as duas rodas, ciclistas da cidade caçula do Distrito Federal são obrigados a dividir o mesmo espaço com um concorrente de peso: o veículo automotor. Em qualquer imprevisto, a bicicleta é sempre a mais prejudicada. Paulo Francisco Teixeira, 30 anos, já foi vítima de acidente. Ao usar o meio de transporte barato e saudável para ir à faculdade, em Taguatinga, ele foi atropelado. “O motorista não deu seta, entrou no retorno e veio em cima de mim. Por sorte não aconteceu nada de grave comigo, mas a bicicleta ficou destruída”, conta.

Paulo é um dos 200 ciclistas que participam, às 8h30 de hoje [11 de julho] , do 1º Passeio Ciclístico de Vicente Pires. Em um percurso de 10km, crianças, adolescentes e adultos de diferentes idades pedalam com o objetivo de reivindicar a construção de ciclovias no local. “Além de ótima para a prática de exercício físico, a bicicleta é um meio de transporte e deve ser usada com esse fim”, defende o estudante de educação física Paulo Teixeira. Todos os dias, ele percorre pelo menos 40km de bicicleta, 20km até a universidade e outros 20km de volta para casa. O carro fica na garagem. “É menos um veículo no trânsito. Nós três temos carros e preferimos a bicicleta. Só aqui nós tiramos três das ruas”, conta ele, apontando para dois amigos ciclistas.

A consciência ambiental de tirar automóveis das ruas e usar o meio saudável como transporte começou cedo na casa de Ítalo Gomes Carneiro, 24. Na garupa da mamãe, Wemilly Lamounier Carneiro, 22, a mascote da turma, Sara Lamounier Gomes, 1 ano e nove meses, vai tentar fazer todo o percurso. “Quando começamos a andar, ela quer dormir”, conta o pai. Mas o sono causado pelo embalo da bicicleta ou qualquer dificuldade encontrada pelo caminho vai contar com a ajuda de um carro de apoio. Uma viatura e duas motos da Polícia Militar também vão colaborar para que os ciclistas pedalem em segurança entre os carros. Segundo o coordenador do evento, Ítalo Gomes, uma viatura do Corpo de Bombeiros vai ficar sob aviso em um ponto de apoio. Também serão distribuídos copos de água para os participantes se hidratarem pelo caminho.

Novo status

A cidade de Vicente Pires nasceu de loteamentos irregulares. Apesar de calçadas largas, as ruas asfaltadas pelos próprios moradores ficaram estreitas. “Na rua, os carros passam em alta velocidade e não respeitam nem ciclistas nem pedestres”, reclama Ítalo Gomes Carneiro. Há menos de dois meses, a região administrativa mais nova do Distrito Federal deixou de ser conhecida como ocupação irregular para se tornar cidade. Com a mudança, passou a ter orçamento próprio e a administração ganhou sinal verde para investir em benfeitorias para o local, onde vivem 60 mil pessoas.

Os ciclistas cobram bicicletários em pontos de ônibus e ciclovias. “Vicente Pires é uma RA (Região Administrativa) e não tem estrutura de lazer ou diversão”, ressalta Ítalo. Mas as melhorias devem demorar a chegar. Segundo administrador da cidade, Alberto Meireles, não há previsão de se construírem ciclovias na área urbana. “É necessário elaborar um projeto dentro do Projeto de Urbanismo de Vicente Pires para a construção das vias. Os trechos que estão previstos são os 19km da Estrada Parque Taguatinga (EPTG) e, possivelmente, a Estrutural”, resume.

“Na segunda-feira eu vou tentar incluir o assunto no Projeto de Urbanismo para que a ideia seja estudada”, promete o administrador Alberto Meireles. Segundo o coordenador-gerente do Pedala DF, Leonardo Firme, o trâmite entre o estudo, a elaboração e orçamento desse projeto e o início das obras demora de dez meses a um ano. “A iniciativa da comunidade é muito legal, porque o transporte individual de carros está falido, mas é preciso estudar a possibilidade, porque as ruas de lá são estreitas”, adverte.