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Estrela do espetáculo

Velocidade máxima de 305 km/h, mil cilindradas, câmbio de seis marchas, chassi de alumínio, 374 kg. Impressionante, não? Bem, essas são algumas características da Kawasaki Ninja ZX-10R. Minha nova companheira – de pedaladas – é muito mais modesta.

Prato do dia: dobradinha

Não esqueça a minha Dahon.

Vencer uns dez quilômetros por dia a bordo de uma Caloi Aspen de cinco anos e em péssimo estado nunca me pareceu uma boa idéia. Eu precisava de uma bicicleta mais leve, mais prática e mais confiável. Precisava, também, de uma oportunidade para adquiri-la sem ferir meu bolso de morte. E assim, com ajuda de uma providencial viagem, tornei-me um feliz proprietário de uma Dahon Speed D7.

Por não ter palavras para descrevê-la, vou direto ao famoso ponto nevrálgico: ela dobra.

Agora é ver se consegue dobrar minha preguiça.

Prólogo

Parque Nacional Torres del Paine, Chile, janeiro de 2004. Sentado no chão, refletindo sobre meu preparo físico risível, tomei uma decisão que mudaria minha vidaprovocaria uma expressão incrédula na minha mulher.

ASSIM QUE VOLTARMOS, VOU COMPRAR UMA BICICLETA.

E comprei. Um mês depois do insight chileno, eu já pedalava, quase todas as noites, pelas ruas pacíficas da Tijuca. Com o tempo, não ganhei fôlego, muito menos perdi a barriga, mas reencontrei um prazer esquecido numa infância distante: ser o motor do meu veículo.

Segui pedalando, às vezes lutando contra a preguiça, até 2006, quando troquei o Rio de Janeiro por Brasília. Desde então, minhas incursões ciclísticas pela capital federal podem ser contadas nos dedos. De uma única mão.

Brasília, Distrito Federal, janeiro de 2009. Sentado no chão, refletindo sobre meu preparo físico risível, tomei uma decisão que mudaria minha vidaprovocaria uma expressão incrédula na minha mulher.

VOU PASSAR A IR DE BICICLETA PARA O TRABALHO.

Mas antes eu precisava de uma bicicleta nova.