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Ciclista no meio da faixa

Enquanto cidades insistem em vender a ideia de que os ciclistas devem se contentar em usar ciclovias, campanhas aqui e ali não só reconhecem a rua como lugar natural das bicicletas, como sugere que se situem no meio da faixa. E a justificativa, que não poderia ser mais óbvia, é uma só: segurança.

O destaque mais recente é a campanha “Compartilhe a rua”, do Detran-ES, mas a Prefeitura de São Paulo já tinha divulgado a mesma mensagem no ano passado. Que venham outras.

Protesto civilizado

Um grande protesto de ciclistas promete parar a cidade no dia 28 deste mês (sábado). Espera-se que pelo menos 10 mil pessoas participem do evento – de bicicleta, obviamente, mas também a pé, de skate, de patins. A organização recomenda ir com as cores da campanha (vermelho e branco) e levar apitos, sinos, tambores e aparelhos de som. Uma bagunça.

A manifestação tem como base uma reivindicação nada modesta: uma cidade tão segura e acolhedora para os ciclistas quanto as da Holanda. Um delírio.

É o típico evento bikerdista: um pequeno grupo de vagabundos querendo limitar o direito de ir e vir de milhões de pessoas que podem perfeitamente preferir o modelo do carro individual.

Só há um problema: o evento, chamado The Big Ride, vai ocorrer em Londres.

Então é coisa de país avançado, de sociedade civilizada, não é mesmo?

Crianças em movimento

A Transporte Ativo traduziu a publicação Crianças em movimento [PDF] (Kids on the move), editada em 2002 pela Comissão Européia, que trata das necessidades das crianças no trânsito. O texto em português – autorizado – é de Patrícia Casela.

Todo mundo nu (II)

E, por falar em pelados, começou a venda do famoso calendário do Instituto CicloBR. As páginas do Como nus sentimos são estreladas por 20 voluntários, homens e mulheres, incluindo a ex-apresentadora e atual política Soninha e a ex-jogadora de vôlei Ida. São duas versões, vendidas a R$ 45 cada, ou R$ 70 juntas.

Um trechinho do texto de apresentação do site do CicloBR:

Pode parecer difícil e incoerente a associação do nu ao ato de pedalar, mas aqueles que pedalam todos os dias em qualquer metrópole do mundo conseguem captar com facilidade a mensagem que pretendemos passar.

Enquanto os motoristas se sentem “protegidos” dentro das suas carruagens de metal, os ciclistas estão nus, sem nenhuma proteção, dependendo apenas da vontade dos motoristas em protegê-los ou não.

Motorista consciente

O Ministério das Cidades iniciou este mês a nova Campanha Nacional de Trânsito, com anúncios de TV, rádio, mídia impressa e mídia externa, abordando o tema “Motorista legal é motorista consciente”. O objetivo da campanha é “impactar os atores do trânsito (motoristas, pedestres, motociclistas e ciclistas) para incentivar a condução com responsabilidade, o respeito às leis e o convivío civilizado nas necessidades diárias de deslocamentos”.

Entre as peças destinadas à mídia impressa, há uma que alerta para a importância de se respeitar o espaço do ciclista, citando a distância de um metro e meio ao se passar ou ultrapassar bicicleta.

Infelizmente, no caótico site do ministério, só estão disponíveis os anúncios em vídeo.

Abaixo o texto completo do anúncio:

Dê preferência e mantenha uma distância segura ao ultrapassar ciclistas.

No trânsito é preciso ter sempre em mente o perigo que você pode causar aos outros e a si mesmo. Motoristas devem sempre estar alertas à presença de veículos menores. Por isso, tenha atenção com os ciclistas. Dirija com consciência.