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Todo mundo nu (II)

E, por falar em pelados, começou a venda do famoso calendário do Instituto CicloBR. As páginas do Como nus sentimos são estreladas por 20 voluntários, homens e mulheres, incluindo a ex-apresentadora e atual política Soninha e a ex-jogadora de vôlei Ida. São duas versões, vendidas a R$ 45 cada, ou R$ 70 juntas.

Um trechinho do texto de apresentação do site do CicloBR:

Pode parecer difícil e incoerente a associação do nu ao ato de pedalar, mas aqueles que pedalam todos os dias em qualquer metrópole do mundo conseguem captar com facilidade a mensagem que pretendemos passar.

Enquanto os motoristas se sentem “protegidos” dentro das suas carruagens de metal, os ciclistas estão nus, sem nenhuma proteção, dependendo apenas da vontade dos motoristas em protegê-los ou não.

Todo mundo nu

Amanhã, dia 13, acontece a 2ª Pedalada Pelada de Brasília, versão brasileira do World Naked Bike Ride. A saída é às 15h, da Praça das Bicicletas, em frente ao Museu Nacional. O evento também ocorre em São Paulo e outras cidades do Hemisfério Sul.

Praça das Bicicletas

Por falta de tempo para escrever besteiras, reproduzo relato do Campus Online, da UnB, sobre momento importante da sexta-feira passada (29/5). A autora do texto é Ludmilla Alves:

“Alô alô, bicicleteiros! A partir de hoje, oficialmente – mas não burocraticamente –, está inaugurada a Praça das Bicicletas.” Assim começou a noite em que o amplo espaço de concreto entre a Biblioteca Nacional e o Museu da República ganhou um nome e um sentido de convivência e integração mais humano.

Toda última sexta-feira do mês, o local é ponto de encontro dos participantes da Bicicletada. O evento reúne ciclistas interessados em reivindicar seu espaço nas ruas, o reconhecimento das bicicletas como meio de transporte na malha de trânsito, e condições favoráveis para a prática do ciclismo com segurança.

“A ideia é criar um espaço de referência pra um grupo de pessoas que tentam meios alternativos no trânsito e não conseguem”. Segundo Artur Sinimbu, ex-estudante de Ciência Política e cicloativista, andar de bicicleta em Brasília é um desafio diário. “O desafio de pedalar numa cidade construída para carros”.

Apesar do clima descontraído, não se trata de um simples passeio ciclístico. A força política do evento fica estampada no perfil da maioria dos presentes. O jornalista Pedro Poney participa ativamente da organização das bicicletadas, e afirma que até a palavra organização, aí, pode soar equivocada: “a gente brinca falando que isso aqui é uma coincidência organizada”.

Texto completo aqui.

Yes, we can

Por alguma razão insondável, sempre que entro na sala com capacete e bicicleta a tiracolo, as pessoas perguntam se fui pedalando. O que se segue, quase sempre, é um diálogo agradável, embora um tanto repetitivo, que em algum momento inclui o comentário “que legal”. Um ou outro interlocutor vai além, conta que gostaria de ir de bicicleta e que já pensou no assunto, até concluir que é tudo muito complicado. Alguns mencionam dificuldades práticas, como roupas amassadas; a maioria alega temer o trânsito. Eu raramente argumento em contrário.

Sei que outras pessoas, até aqui em Brasília, vão de bicicleta ao trabalho. Mas o número ainda é pequeno, irrisório, para tanta gente que acha legal, gostaria de tentar e até já pensou seriamente no assunto. Talvez falte apenas um momento de iluminação. Ou talvez não falte nada.