Nova York aprova ciclofaixas

Enquanto as cidades brasileiras vendem ciclovias como grande incentivo ao uso da bicicleta como meio de transporte, Nova York completa seis anos de um projeto muito mais ousado, que resultou, até agora, em 410 km de ciclofaixas nas ruas da Big Apple. A expansão das faixas, por forçar o compartilhamento da rua por ciclistas e motoristas, provocou debates acalorados ao longo dos anos, mas aparentemente começa a se formar uma maioria significativa a favor da iniciativa do prefeito Michael Bloomberg. Pesquisa realizada pelo New York Times com 1.026 pessoas em agosto apontou 66% de aprovação às ciclofaixas (27% de rejeição). Mesmo entre quem sequer tem uma bicicleta a idéia é considerada boa por 62% (contra 34%)… será que algum prefeito daqui compra?

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3 Respostas para “Nova York aprova ciclofaixas

  1. …ou algum governador do DF???

  2. não dá para comparar a educação dos cidadãos de nova york com os da cidade de São Paulo não é mesmo???? eu sinto que cada vez mais estão discriminando os motoristas de automóveis…ciclofaixa em uma cidade onde o trânsito é um caos, onde as faixas já foram diminuídas devido a este motivo não pode impor à população as ciclofaixas. Temos sim é que seguir exemplos de países que possuem ciclovias ou mesmo cidades no nosso país como curitiba, cheia de ciclovias…caso contrário vamos ter cada vez mais mortes no trânsito. Não é possível a convivência destes dois veículos na mesma pista…

  3. Marina, com todo o respeito, não concordo com sua afirmação de que “não dá para comparar a educação dos cidadãos de Nova York com os da cidade de São Paulo”. Certamente, não é possível comparar a educação em termos de ensino, mas em termos de civilidade, por que não? Na verdade, não é uma questão de comparar, mas de aonde queremos chegar. Não existe cidade no mundo que tenha um sistema cicloviário realmente relevante baseado apenas em ciclovias (vias segregadas). Isso é inviável tanto pelo custo quanto pela falta de espaço. E, em relação à segurança, é exatamente o convívio que aumenta a segurança, e não a segregação. Afinal, o ciclista, mesmo numa cidade hipotética repleta de ciclovias, em algum momento, seja num trecho sem ciclovia, seja num cruzamento, seja na entrada da sua rua/casa/prédio, vai dividir o espaço com o motorista, e o motorista que nunca divide o espaço com o ciclista estará muito mais propenso a agir de uma maneira que ponha sua integridade em risco. O modelo do transporte individual motorizado está falido – mesmo nos EUA, onde as pessoa são “mais educadas”, cidades tradicionalmente motorizadas já constataram isso. Não é possível que esse seja o caminho aqui.

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