Bicicleta: cabo eleitoral

A Folha de S. Paulo publicou, na edição desta terça-feira, um artigo da jornalista Vera Magalhães sobre bicicleta e política. Até pelo espaço exíguo, o texto não é muito profundo, mas o alerta é claro: não se deixem seduzir pela súbita paixão de candidatos, em todo o Brasil, pela bicicleta.

Só esse trechinho já vale o artigo inteiro:

Ainda assim, é impossível não ver com ceticismo tanto entusiasmo em período eleitoral quando a prática dos governos municipal, estadual e federal é incentivar o uso de carro – seja com benefícios fiscais, seja pela precariedade do transporte público.

Apesar de reações raivosas, aqui e ali, contra o “bikerdismo”, a maioria dos candidatos, ao menos nas grandes cidades, já percebeu que a bicicleta como meio de transporte é uma bandeira simpática e promissora do ponto de vista eleitoral. Assessores são mobilizados para organizar pedaladas e elaborar propostas mirabolantes de ciclovias, ciclofaixas, ciclotudo que possam associar uma candidatura à defesa da mobilidade urbana, do trânsito seguro, da convivência pacífica. Desde já, uma imagem vale mais do que mil palavras, e certamente um punhado de votos.

Como reagir? Desconfiar sempre. Tentar descobrir, por exemplo, o que o candidato poderia ter feito em mandatos passados e não fez. Analisar o histórico do partido, dos correligionários, de todos os envolvidos na campanha. Buscar um compromisso firme – e, de preferência, assinado.

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