3×2 com Alexandre Almeida, da Biobike

A polêmica das bicicletas elétricas no Rio de Janeiro acabou, de certa forma, botando na berlinda as empresas do setor. Todos querem saber se esses veículos são legais ou não e qual a posição das fabricantes. Para o gerente comercial da Biobike, Alexandre Almeida, de 44 anos, apesar das restrições do Conselho Nacional de Trânsito (Contran), o decreto do prefeito Eduardo Paes é positivo, criando um equilíbrio entre a responsabilidade do condutor e o incentivo à adoção de meios de transporte mais sustentáveis. Ele defende o prosseguimento do debate para se chegar a uma regulamentação adequada.

Hoje o Contran iguala as bikes elétricas aos ciclomotores, o que significa exigência de habilitação, registro e equipamentos de segurança. Qual é a proposta das empresas que comercializam esse tipo de veículo para uma regulamentação?
Sim, o Contran equipara, nas resoluções 315 e 375, o cicloelétrico ao ciclomotor. E o entendimento é de que a bicicleta elétrica é um cicloelétrico. Mas a Biobike acredita que a regulamentação da Prefeitura do Rio de Janeiro [que equipara a bike elétrica à convencional se respeitado o limite de 20 km/h e a idade mínima de 16 anos do condutor] cria um equilibrio entre a responsabilidade da condução de qualquer meio de mobilidade e a necessidade de uma mobilidade alinhada às facilidades da bicicleta elétrica.

Muitos compradores desconhecem as restrições legais ao uso de bikes elétricas. A Biobike tem a preocupação de prestar as devidas informações aos clientes?
A Biobike busca divulgar as resoluções do Contran em várias esferas, tanto para que haja um conhecimento do assunto, como para provocar a discussão do mesmo. Com o aumento do uso da bicicleta elétrica, torna-se cada vez mais necessário que o assunto seja discutido, seja pela forma de abordagem das resoluções, como pela necessidade do uso responsável.

Bicicleta em geral, mas pricipalmente a bicicleta elétrica, possui uma imagem ligada a saúde, vida, natureza, ecologia, sociabilidade. Por isso, não podemos deixar de mostrar que seu uso respeita todas essas idéias. Então, o usuário precisa entender e mostrar que o uso é racional e atende as expectativas a que todos aspiramos quando buscamos as facilidades de uma bicicleta elétrica.

A maioria das bikes elétricas vendidas no Brasil, hoje, é proveniente da China. Existe algum plano de nacionalização da fabricação desse tipo de equipamento?
De fato, hoje, praticamente em sua totalidade, as bicicletas são produzidas na China. Mas, para a Biobike, a verdadeira construção acontece no Brasil. Com suas dimensões, diferenças culturais e condições climáticas, o Brasil é uma fonte de pesquisa e desenvolvimento dos modelos. Dos primeiros produtos desembarcados, há quatro anos, aos modelos que chegam hoje, podemos dizer que a bicicleta elétrica da Biobike é brasileira, produzida na China.

Claro que gostaríamos que os empregos gerados na produção da bicicleta, que pesquisamos e desenvolvemos aqui, estivessem em nosso estado e não na China. O governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral, abriu as portas para a instalação de uma fábrica no estado, mas o mercado ainda não comporta a produção necessária para que tenhamos condições competitivas. Ainda precisamos superar muitos obstáculos até que o mercado e a política socioeconômica do país permitam uma produção local.

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