A natureza humana aos gritos e buzinadas

Hoje resolvi dar uma pedalada um pouco mais longa, de quase 30 km, para ir à UnB. Na volta, vinha tranqüilo por trás do autódromo quando um carro passou e, do banco do carona, um ilustrado senhor deu um grito ao meu lado… sim, um grito, um berro, um brado, não sei se para me sacanear ou assustar, e então os dois partiram com a sensação de realização que só um ato desse tipo deve proporcionar.

Uns dez minutos depois, já chegando ao Eixo Monumental, passou por mim outro carro. Desta vez, em vez de um grito, uma buzinada de leve, e do banco de trás um sujeito sorriu e fez um sinal de positivo.

Recorro a essa historinha boba – mas verídica – para propor uma pergunta simples: quem é, afinal, o indivíduo atrás do volante do carro que passa ao lado do ciclista? Quem é o indivíduo no balcão da loja, na repartição pública, na sala de reuniões, na cela superlotada?

Não importa o que fizermos, os canalhas e os covardes continuarão existindo, pelo simples fato de sermos pessoas. Não há escola, não há desenvolvimento socioeconômico, não há pena de morte capaz de acabar com a natureza humana.

Mas há, sim, a escolha e o exemplo. E eu espero que você, quando passar por mim, escolha buzinar e fazer um sinal de positivo. Prometo seguir seu exemplo e retribuir.

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