Pedalada cívica

Nada como um dia estranho para relembrar o prazer de ir de bicicleta ao trabalho. Na ida, movimento acima do normal para uma tarde de domingo, provável reflexo dos últimos minutos do horário de votação. Na volta, meia dúzia de carros, algumas viaturas policiais, dois moradores de rua, um catador empurrando um carrinho de supermercado. Entre uma coisa e outra, jornada de umas nove horas, terminada à uma e meia da manhã.

A madrugada costuma ser o horário preferido dos jovens abestalhados de Brasília para seus rachas barulhentos. Cruzar de bicicleta as imensas avenidas da capital, como um lunático solitário, nesse terreno inimigo, não deixa de ser uma satisfação. No caminho, não vi nenhum desses exibicionistas, e eles certamente também não me viram.

No fim, cheguei incólume em casa, a tempo de dar mais uma olhadinha na repercussão dos resultados das eleições. A maioria das pessoas espera que os homens e mulheres eleitos neste domingo mudem suas vidas. (Ou não.)

Mas às vezes não é preciso esperar. Basta aproveitar um dia estranho para fazer algo que valha a pena.

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