O ciclista invisível

Um dos momentos de profunda irritação nas minhas idas e vindas ao trabalho é atravessar a via S2, na altura do Brasil 21, para pegar o parque. Paro na faixa de pedestres, ponho a bicicleta na perpendicular e… nada. Se não houver um pedestre propriamente dito ao lado, os carros passam, na maior sem cerimônia, como se eu não existisse. É bom que se esclareça: embora não faça, na prática, muita diferença, o ciclista, para equivaler a um pedestre, deve desmontar da bicicleta. Confira no Código de Trânsito Brasileiro:

Art. 68. É assegurada ao pedestre a utilização dos passeios ou passagens apropriadas das vias urbanas e dos acostamentos das vias rurais para circulação, podendo a autoridade competente permitir a utilização de parte da calçada para outros fins, desde que não seja prejudicial ao fluxo de pedestres.

§ 1º O ciclista desmontado empurrando a bicicleta equipara-se ao pedestre em direitos e deveres.

O que, no meu caso, não muda o resultado. Só consigo aravessar quando jogo a coitada na pista e “obrigo” os automóveis a parar. É complicado fazer o elefantinho segurando um camelo.

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2 Respostas para “O ciclista invisível

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