Primeira vez

Nada como uma segunda-feira entre um domingo e um feriado para fazer a viagem inaugural de bicicleta ao trabalho. Como o teste havia acontecido sob condições extremamentes favoráveis, o dia enforcado (pelos outros) tornou a transição menos abrupta, ou seja, com menor risco de atropelamentos, freadas bruscas e acidentes em geral.

A ida foi surpreendentemente tranqüila. Levei pouco mais de 20 minutos da porta da minha casa ao estacionamento do trabalho. Segui pelo Eixo Monumental, sem emoção, saí em direção a W3, desci pela S2 e entrei por trás do Tribunal Superior Eleitoral. Pronto.

Favorecido pela seca, posso dizer, sem me limitar ao lugar-comum, que não deu nem para suar. Lavei o rosto, troquei de roupa e me apresentei ao serviço.

Como é que se atravessa na rotatória mesmo?

Como é que se atravessa na rotatória mesmo?

Minha criatividade se encarregou de tornar o retorno mais agitado. Resolvi pegar a S2 toda e voltar pelo Parque da Cidade. Acontece que a) a S2 até o Pátio Brasil é um inferno e b) o caminho pelo parque é mais longo em proporções lusitanas. Resultado: uma buzinada seguida de impropério, um carro fechando a passagem junto ao meio-fio e 40 minutos para um trecho que devia ter levado, no máximo, 30.

Impressões finais? Ciclovias cairiam bem em Brasília. Viver sem carro é possível. O trânsito, em qualquer intensidade e circunstância, é brutal.

E, claro, pedalar é bom demais.

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4 Respostas para “Primeira vez

  1. Eu ia para o colégio de bicicleta no segundo grau. Era um pouco assustador às vezes. Naquela época não havia nem projeto de ciclovia (e os motoristas já eram mal educados).

    Mas vale a pena. Pedalar é bom mesmo. Foi a época em que chegava mais acordado para as aulas.

  2. Parabéns pela mudança!
    Há que continuar e daqui a uns poucos dias os motoristas habituais vão começar a saber que estás lá e dar-te o espaço que precisas.

    Ciclovias normalmente não são necessárias, como a pouco e pouco irás perceber e, ao contrário do que pode parecer hoje, aumentam as possibilidades de acidente principalmente nos cruzamentos que é onde mais acidentes acontecem.

  3. Cara, que vc escreve bem eu já sabia… mas o que eu invejo mesmo de vc é esse comprometimento com seus blogs… como é que vc consegue? Abre um curso que eu me inscrevo! Abração!

  4. Pingback: Pedalada cívica | Pedaladas Capitais

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