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Bicicletas de seguradora

Confesso que nem sabia que a Porto Seguro vendia bicicletas. Parece que, em 2009, a seguradora resolveu, a pedido de clientes, comercializar um modelo elétrico – chamado Felisa – usado para atendimentos aos segurados. A idéia anunciada à época era propor uma “nova solução de mobilidade na cidade”.

Agora a empresa reforça a atuação nesse segmento com uma nova bicicleta elétrica (Felisa Lithium) e uma dobrável (Trânsito+gentil). A primeira, com promessa de autonomia de até 70 km no modo misto, custa R$ 4.500 ou R$ 3.590 para cllientes. A segunda sai por R$ 1.110 ou R$ 790. A empresa promete, ainda, seis meses de assistência gratuita para reparos simples. As vendas são apenas em São Paulo (Grande São Paulo, Santos, Campinas, São José dos Campos e Sorocaba) e Rio de Janeiro (Grande Rio).

Vale lembrar, no caso do modelo elétrico, que permanece a confusão a respeito do uso como bicicleta (inclusive em ciclovias e ciclofaixas), com o persistente silêncio do Denatran. Lembre aqui e aqui.

Bikes de PET na moda

As Muzzicycles, bikes com quadro de garrafa PET criadas pelo uruguaio Juan Muzzi, continuam na moda. Desta vez, é a Prefeitura de Indaiatuba (SP), que adotou a opção ecológica num sistema de empréstimo gratuito a ser lançado no próximo dia 15. Segundo a prefeitura, serão 200 bikes, disponíveis em três estações. O preço unitário pago pelas Muzzicycles foi de R$ 460.

Com ampla divulgação na imprensa desde o ano passado, as Muzzicyles já haviam sido adotadas pela Polícia Militar do Rio de Janeiro, que testou as bicicletas de PET num esquema especial de policiamento durante a conferência Rio+20. O preço unitário anunciado na ocasião foi de R$ 850.

As Muzzicycles têm quadro feito com garrafas PET trituradas e prensadas, polipropileno, náilon e ABS. De acordo com o inventor da tecnologia, em cada bike são usadas 200 garrafas, o que permitiria reciclar milhões dessas embalagens, se a produção alcançasse larga escala.

Levando-se em conta que as bicicletas são bens duráveis e que o Brasil produz bilhões de garrafas PET por ano, o impacto ecológico das Muzzicycles, por enquanto, é mais simbólico do que concreto.

No site da empresa, as bicicletas completas custam de R$ 649 a R$ 1.617, enquanto o quadro sozinho sai por R$ 257.

Chikudu, a “bicicleta” do Congo

O chikudu não é bem uma bicicleta. Inventado na década de 1960 na hoje República Democrática do Congo, é uma espécie de patinete de madeira, capaz de levar até 800 kg de carga. Antes, segundo relatos, os produtos eram transportados em barris. Com a novidade, uma viagem de 30 km, para buscar alimentos no campo, que podia durar três dias, passou a ser feita num só.

Homem empurra um chikudu na cidade de Goma. Foto: Arne Hodalic/Pnud.

A renda das pessoas que trabalham levando mercadorias em chikudus não passa de US$ 8 por dia. Uma parte vai para pagar o investimento: os chikudus mais bem feitos, por artesãos especializados, podem custar até US$ 100. Além disso, é preciso ter força, não só para empurrar o conjunto (patinete e carga), mas para frear – o freio é um pedaço de pneu que o “condutor” aperta com o pé contra a roda de trás.

Veja aqui uma matéria da Voz da América sobre o chikudu (em inglês).

Feira de bikes artesanais

A cidade inglesa de Bristol recebe neste fim de semana a Bespoked Bristol, feira de bicicletas artesanais e “de butique”, que reúne fabricantes e designers independentes. É uma espécie de resposta à americana NAHBS, realizada mais recentemente em fevereiro, no Texas. Visite os sites para conhecer os eventos e, principalmente, os modelos expostos.

Modelo da Paper Bicycle, a partir de 670 libras (R$ 1.735). Foto de divulgação.

Dobráveis

Algumas marcas de bikes dobráveis à venda no Brasil:

Blitz; Boat Bike; Dahon; KHS

Boat Bike Marina, Blitz Impulse, KHS Latte, Dahon Eco 3. Fotos de divulgação.

Bikes de bambu

Adeus, titânio. O material da moda para produção de quadros de bicicleta, agora, é o bambu. Recentemente, a comida de panda virou até matéria do New York Times, que atribui o sucesso à combinação de resistência e sustentabilidade ambiental do material.

Nos EUA, já existem empresas especializadas, como a Boo Bicycles e a Panda Bicycles, que cobram a partir de US$ 2.100 (R$ 3.700) pelas bikes de bambu. Quem não dispuser desse dinheiro, mas tiver acesso à matéria-prima, pode tentar fabricar uma por conta própria, com ajuda de guias disponíveis na rede.

The Legacy, modelo mais caro da Panda Bicycles, por US$ 3.250. Foto de divulgação.

Seleção de dobráveis

As bicicletas dobráveis são peças importantes do quebra-cabeça de um sistema de transporte mais sustentável nos centros urbanos. O site Ecofriend publicou uma curiosa seleção de modelos convencionais e nem tão convencionais, alguns à venda mundo afora, outros ainda restritos à imaginação de designers e inventores.

Dubike, conceito de David Fionik, da Universidade Técnica de Bialystok. Foto: Ecofriend.